segunda-feira, 11 de julho de 2011

Energias Verdes – (Evento Ecosoc)

Com a preocupação do mundo em relação a energia sustentável e o futuro do meio ambiente,  muitos países estão investindo fortemente em pesquisas tecnológicas, tecnologias e a projetos relacionados ao assunto.  De acordo com os relatórios do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente(PNUMA), os investimento mundiais em energias renováveis totalizaram no ano passado 211bilhões de dólares, o que representa crescimento de 32% na comparação com os 160bilhões investidos em 2009 e comparado com 2004(540% acima).  Em 2010 os países em desenvolvimento se tornaram um dos maiores investidores em projetos de energia verde, em grandes escalas com a entrada da África e Oriente Médio e ao constante progresso da China e America Latina em relação ao setor.
Os países em desenvolvimento investiram 72bilhões de dólares e as economias desenvolvidas 70bilhões que marca uma grande diferença em 2004, quando os novos investimentos dos países em desenvolvimento representavam 25% da quantia dos países. Os maiores avanços de investimentos em  2010 ocorreram na África e Oriente Médio, com aumento de 104% a 5bilhões de dólares.
A América do sul e Central aumentaram os investimentos em 39% a US$13,81bilhões. A líder mundial foi a China com 48,9bilhões de dólares em novos investimentos financeiros em energias renováveis e aumento de 28% em relação a 2009. Na China, o aumento expressivo dos investimentos esteve dirigido pelo crescimento das fazendas eólicas, que abocanharam 78% da soma durante o ano e acrescentaram 17GWh de potência ao país. No final de 2010, a capacidade total das fazendas eólicas chinesas era de 42,5 GWh, a maior do mundo e 10 vezes mais que a Dinamarca. Já a Índia aumentou os investimentos em energias renováveis em 25% a US$3,8bilhões. Na Europa,os novos recursos para energias em grande escala caíram 22% a 35,2bilhões de dólares.
Conforme relatório da ONU, a conversão verde do planeta custará em torno de US$76 trilhões até 2050. De acordo com analise da ONU, metade desse valor, equivalente a US$1,1trilhão ao ano, terá que ser investido nos países em desenvolvimento para atender a crescente demanda de alimentos e energia. (Cálculo divulgado na terça feira 05/07, em Genebra(reunião anual) pelo o Conselho Econômico e Social da ONU(ECOSOC).
De acordo com o Sha Zukang(subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU), ressaltou a necessidade de executar esta conversão “o mais rápido possível” “para por fim a pobreza e os efeitos catastróficos da mudança climática”. No entanto admitiu que será uma tarefa tensa, já que são investidos US$ 110bilhões ao ano somente em tecnologia ecológica e lembrou que 30 ou 40anos é um curto prazo para conseguir uma transformação tecnológica de tal envergadura, tendo como exemplo as transições anteriores em relação ao assunto que ocorreram em um prazo de 70 a 100anos. “ A mudança teria o mesmo impacto socioeconômico que a 1ªrevolução industrial”. Afirmou o secretário.

De acordo com a ONU , hoje temos 90% da energia gerada através de fósseis, que são responsáveis por 60% das emissões de dióxido de carbono(CO2). A conversão para as energias verdes é “fundamental” e “essencial” para se alcançar níveis de vida satisfatórios com qualidade nos países em desenvolvimento, em especial entre os 1,4bilhões de pessoas que vivem em extrema pobreza(abaixo dos índices) e os 2bilhões de pessoas a mais que se espera que habitem o planeta em 2050(expectativa de crescimento).  Para a ONU a revolução tecnológica ecológica deverá se basear  na cooperação internacional, já que muitas das tecnologias verdes pertence aos países avançados e portanto são tecnologias caras para as nações que ainda estão em desenvolvimento.

Zukang considerou que a cúpula Rio+20, que acontecerá no Brasil em junho de 2012, será uma oportunidade para que sejam firmados acordos neste âmbito e para que os países se comprometam a desenvolver políticas em nível nacional que abram caminho para a conversão do planeta às tecnologias verdes.

O Brasil foi o principal investidor da America Latina , empregando US$ 7 bilhões.Porém, paradoxalmente o numero foi 5% inferior ao ano de 2009.
Conforme o relatório que assinala a queda de 2010- que apontou uma baixa contínua em 2009 de 44% - foi consequência da "consolidação do setor de biocombustíveis brasileiro que está em grande medida fragmentado". "Não foi por falta de interesse, simplesmente ficou concentrado em fusões e aquisições que não são contabilizadas como novos fundos para esse setor", acrescentou o relatório. E a consolidação do mercado brasileiro vai continuar nos próximos anos porque ainda tem 220 empresas no mercado de etanol, embora apenas 10 tenham capacidade para gerar mais de 10 milhões de toneladas do combustível.
Em relação ainda a America Latina, outros países também se destacaram como lideres em energias renováveis. São os países do México, Chile e Argentina.
No México os investimentos aumentaram 348% em 2010, até chegar a US$ 2,32 bilhões, principalmente em energia eólica, mas também em geotérmica, devido à decisão das autoridades mexicanas de aumentar a capacidade das energias renováveis do atual 3,3% ao 7,5% para 2012.
O grande filão desta política é a energia eólica porque os planos do Governo mexicano assinalam que 4,3% da energia total do país terão que ser originadas em fazendas de vento. Em 2010, o México financiou 988 megawatts de potência de energia eólica.
No Chile, onde o objetivo é providenciar para que 10% da energia seja renovável até 2025, os investimentos totalizaram US$ 960 milhões, um aumento de 21% comparado a 2009.
Da mesma forma, a Argentina estabeleceu para 2016 que 8% do setor energético proceda de fontes renováveis o que significou em 2010 a multiplicação por sete até chegar a US$ 740 milhões.
Fonte sites: Exame / Época  / Agência EFE
Blog : Como já sabemos, na natureza temos todas as riquezas para nossa sobrevivência , estilo de vida e harmonia. Sabemos que precisamos criar formas sustentáveis para manter esse estilo de vida que levamos em harmonia com a natureza. Muitas tecnologias são consideradas caras, pois no inicio não foram projetadas no sentido do bem da natureza renovável e sim no ganho financeiro a curto prazo.
Agora os países desenvolvidos estão preocupados a atender as exigências(normais)internacionais da ONU e outras organizações para o bem do meio ambiente.
Esperamos que daqui a 40anos o assunto sustentabilidade ambiental seja item especifico para a sustentabilidade econômica seja do pais, empresa ou pessoal. Esperamos que cycle sustainable seja algo de dentro das pessoas, que todas tenham a consciência que  "Somente quando for cortada a última árvore,  pescado o último peixe, poluído o último rio, as pessoas  vão perceber que não podem comer dinheiro."
Por isso da importância do Cycle Sustainable (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar).

É possível financeiramente lucrar a curto, médio e a longo prazo, obedecendo a natureza e respeitando suas limitações.  
“Se para cada árvore derrubada, plantássemos no mínimo dez árvores, teríamos florestas vivas, não teríamos extinções de animais, teríamos ar puro e a natureza em harmonia.” 
 “Se para toda água que utilizamos, fosse criada uma base de tratamento e reutilizada essa água , teríamos lagos, cachoeiras , não teríamos extinções de espécies marinhas e manteríamos o ciclo natural da natureza.”